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Na hora do recreio, o lanche ideal

25/07/2011

O número, cada vez maior, de crianças com problemas na balança, nos últimos meses, tem nos preocupado e nos levado a refletir sobre a educação alimentar como uma das competências escolares. Como deixar a alimentação das crianças mais saudável? É uma pergunta que parece fácil, mas na hora de colocar em prática, a dificuldade logo aparece. Nas férias, crianças e adolescentes se reúnem nas praças de alimentação de shopping centers, onde as “tentações” das lanchonetes estilo fast-food estão por toda parte.

É preciso ter cuidado com este tipo de alimento e os danos que podem causar o excesso de seu consumo, sobretudo, nas crianças. Considero a obesidade infantil e o colesterol alto como apenas alguns destes males. Outra situação ainda mais grave é a possibilidade de um comprometimento futuro da saúde do coração. Uma criança acima do peso, por exemplo, pode tornar-se um adulto com problemas cardiovasculares. Na volta às aulas, o alerta deve ser feito aos pais, educadores e também aos alunos.

Assim como eu, médicos como o doutor Rinaldo Nóbrega (diretor da Viva Planos de Saúde) acreditam que hambúrgueres, batatas-fritas e refrigerantes não precisam, necessariamente, ser excluídos da alimentação dos pequenos, mas limitados. O segredo é balancear, ou seja, associá-los a um consumo maior de dietas caseiras.  

Vejo como um fator importante para auxiliar nessa missão a busca de respostas às seguintes questões: o que os estudantes de escolas particulares e públicas lancham? Há realmente diferença na alimentação destes alunos? Como equilibrar sabor e nutrição no cardápio dos estudantes? Os adolescentes são mais conscientes que as crianças quanto à influência dos alimentos na saúde? Será que levar a merenda de casa é a solução?

Duas escolas do Recife, o Colégio Atual, da rede particular de ensino, e a Escola de Referência em Ensino Médio Dom Sebastião Leme, da rede pública, são exemplos de instituições que prezam pela educação alimentar de seus alunos. O Colégio Atual adota critérios como a oferta de alimentos mais saudáveis e naturais na cantina, com valor nutricional diferenciado, preparados com ingredientes saudáveis, além de uma cultura de plantio, junto à coordenação de meio ambiente, com ensinamentos teóricos e práticos no cultivo de plantas e hortaliças.

Neste projeto, as crianças, a partir de três anos, aprendem as técnicas para semear e cultivar os alimentos de forma natural, sem utilização de agrotóxicos. Após a colheita, os pequenos ainda aprendem a tratar, preparar e degustar o que colheram. Essa é uma maneira de fazer as crianças descobrirem o sabor dos alimentos naturais e, com isso, adaptarem o paladar, transferindo o hábito até mesmo, para dentro de casa.

Já na Escola de Referência em Ensino Médio Dom Sebastião Leme, os alunos além de frequentar aulas de práticas agrícolas, têm à disposição um profissional especializado em nutrição que fica encarregado de selecionar um cardápio apropriado para a merenda escolar deles. Creme de galinha, arroz, feijão, salada, peixe e carne guizada são alguns dos itens oferecidos aos alunos, que frequentam o ensino integral nessa escola, no horário do almoço.

Sendo Assim, acredito que há muitas chances para as escolas, em geral, promoverem uma educação de qualidade direcionada ao bem-estar dos estudantes.


Fonte: Folha de Pernambuco

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